Festival Sertanejo de Poesia FESERP

07/08/2005 a 13/08/2005


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Debaixo do tamarindo

Augusto dos Anjos

 

 

No tempo de meu Pai, sob estes galhos,

Como uma vela fúnebre de cera,

Chorei bilhões de vezes com a canseira

De inexorabilíssimos trabalhos!

 

Hoje, esta árvore de amplos agasalhos

Guarda, como uma caixa derradeira,

O passado da flora brasileira

E a paleontologia dos Carvalhos!

 

Quando pararem todos os relógios

De minha vida, e a voz dos necrológios

Gritar nos noticiários que eu morri,

 

Voltando à pátria da homogeneidade,

Abraçada com a própria Eternidade,

A minha sombra há de ficar aqui!

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